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Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais

Perspectivas patrimoniais: natureza e cultura em foco

 

Publicada com o apoio do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM/Unicamp), do Programa de Doutorado em Ambiente e Sociedade e do Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte, a coletânea “Perspectivas patrimoniais: natureza e cultura em foco”, disponível em meio online, reúne 20 textos sobre patrimônio, memória e história ambiental no Brasil.

 

A obra foi organizada pela pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp, Aline Vieira de Carvalho; pelo doutorando em Ambiente e Sociedade, Tiago Juliano; e pelo pesquisador da Universidad del Medio Ambiente do México, Benjamin Ortiz Espejel, que apresentam a publicação de 585 páginas.

A publicação recebeu contribuições de 26 especialistas de instituições do país e do exterior. Uma das colaboradoras é a pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) da França, Véronique Boyer, autora do artigo que descreve a Festa do Sairé a partir do mapeamento das categorias discursivas mobilizadas pelos moradores de Alter do Chão. O artigo contempla a oposição entre o “rito religioso” e o “boto profano” como reveladora de um processo de patrimonialização em tensão.

Para a organizadora Aline Vieira de Carvalho, “o objetivo do livro era reunir pesquisadores que tivessem uma longa e expressiva jornada nos trabalhos acerca do patrimônio, memória e história ambiental, junto a pesquisadores com trajetórias jovens. A composição de um livro com itinerários variáveis almejava sistematizar debates e expor reflexões sobre o que foi, o que temos e o que poderemos compor nesse campo de estudos.”

O prefácio é de Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia, do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo, que presidiu entre 2006 e 2008.

“Patrimônio não é mais um termo isolado”, explica Ribeiro. “Ele pode ser associado à natureza, à cultura, às edificações, a um modo de vida, a valores, ao turismo e, evidentemente, às políticas públicas. Em tempos de modernidade líquida, de mudanças relacionadas ao trabalho, ao comportamento, aos costumes, o que manter? O que deixar às gerações futuras como marca expressiva da diversidade de estilos de vida em uso no mundo hodierno? Perguntas dessa ordem são fundamentais para definir estratégias de conservação do patrimônio em qualquer escala”, aponta.