Disciplinas


Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade

Três objetivos devem ser atingidos na formação acadêmica do Programa de Doutorado em Ambiente e Sociedade. Em primeiro lugar, devem ser fornecidos os meios e instrumentos para que os especialistas de diferentes disciplinas possam estabelecer o diálogo. Em segundo lugar, deve ser fornecido um embasamento teórico-metodológico que permita exercer a interdisciplinaridade no contexto da temática ambiental e de suas respectivas decorrências no âmbito da conservação e das diferentes dimensões da sustentabilidade. Em terceiro lugar, pretende-se subsidiar teórico-metodologicamente os alunos que possam trabalhar com problemáticas específicas que contemplem as exigências particulares das alternativas de buscas de sustentabilidade. Nesse sentido, o aluno deverá cursar três disciplinas obrigatórias: Teoria Social e Ambiente, Teoria Ecológica e Seminário de Tese. Além disso, o aluno deverá matricular-se em duas disciplinas eletivas sugeridas pelo Orientador, oferecidas pelo Programa.


Disciplinas 1º semestre de 2013

AS-001 Teoria Social em Ambiente +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Quinta-feira 9h às 12h Nepam A Manhã 3
Docente(s):
Leila da Costa Ferreira

Ementa:

A sociologia ambiental, enquanto produção científica e acadêmica, emergiu a reboque dos movimentos de contestação social surgidos no início dos anos 1960 e da constatação da situação emergencial de degradação dos recursos naturais e do desenvolvimento do industrialismo. O nascimento do movimento na década de 1960 surpreendeu os sociólogos, que naquele momento não dispunham de um corpo teórico ou tradição empírica que os guiasse em direção ao entendimento da relação entre sociedade e natureza.  Os pioneiros da sociologia clássica (Durkheim, Marx e Weber) tinham abordado a questão de modo tangencial; além disso, apenas raramente surgiam trabalhos isolados, sem, no entanto, promover uma acumulação considerável de conhecimento que permitisse a criação de um campo teórico. Existem várias hipóteses para o entendimento deste processo. O presente curso deverá abordá-las de forma minuciosa.

Entretanto, embora de forma diferenciada segundo países, principalmente a partir dos anos 1960, grupos de sociólogos começaram a dar importância à problemática ambiental e perceber sua relevância e abrangência e este tema passou a ocupar a agenda dos governos, organismos internacionais, movimentos sociais e setores empresariais em todo mundo. Tornou-se evidente que a questão ambiental não era apenas mais um modismo passageiro, nem uma dramatização de militantes ou cientistas radicais.

A sociologia ambiental assume então uma posição significativa para estudar as divergências e conflitos sobre os diferentes usos da natureza (entendida aqui em seu sentido mais amplo, ou seja, tanto o ambiente natural quanto o construído) e as causas e a extensão dos problemas ambientais e os diversos atores envolvidos.

Além disso, a Teoria Social Contemporânea também tem estudado e refletido sobre esta questão como veremos no transcorrer deste curso.

Neste sentido o curso pretende discutir esta produção intelectual que desde a década de 1970 até o presente momento vem problematizando a questão ambiental.

Propõe-se ainda introduzir uma discussão sobre interdisciplinaridade e a questão ambiental.

Bibliografia:

Conteúdo Programático e Bibliografia         

1. A  discussão nos anos de 1960 ( Os ecologistas “políticos” ou “radicais”)


Dupuy, J. P. Introdução à Crítica da Ecologia Política. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro.1980.

Illich, I.  A Convivencialidade.  Publicações Europa- América. Lisboa.1976.

Ophuls, W.  Ecology and Politcs of Scarcity. W. H. Freeman and Company. San Francisco.1977.

Gorz, A. Ecológica. Ed. Annablume. São Paulo. 2010.

2. A discussão nos anos de 1970-1980 ( Os ecologistas moderados)


Paelkhe, R.  Environmentalism and Future of Progressive Politics. Yale University Press. New Haven and London. 1989.

Cahn, M. Environmental Deceptions. The tension between Liberalism and Environmental Policymaking in the United States. State University of New York Press. Albany. 1995.

3. A Sociologia Ambiental


Hannigan, J. Environmental Sociology. A Social Constructionist Perspective. London and New York. 1995.

Redclift, M and Woodgate (Editors). The International Handbook of Environmental Sociology. Cheltenham, UK.Northampton, MA, USA. 1997.

Spaargaren, G. Mol, A and Buttel, H (2000). Environment and Global Modernity.  Sage Studies. London. Thousands Oaks. New Delhi.

Yearley, S. (1996). Sociology, Environmentalism and Globalization. Sage Publications. London. Thousand Oaks. New Delhi.

4. Teoria Social e Ambiente


Giddens, A.(1991). As Conseqüências da Modernidade. Ed. Unesp.São Paulo.

---------------.(2000). Mundo em Descontrole. Ed. Record. Rio de Janeiro/ São Paulo.

Beck, U. (1998).  Risk Society. Towards a New Modernity. Sage Publications. London. Thousands Oaks. New Delhi.  

-------------- (1999).  The Reinvention of Politics. Polity Press. Cambrigde. Oxford.

-------------- (2005). Power in the Global Age.   Polity Press. Cambrigde. Oxford.

 
5. Interdisciplinaridade e a Questão ambiental


FERREIRA, Lucia C; FERREIRA, Leila. C. ; JOLY, C. “Uma dentre várias interdisciplinaridades: o doutorado em Ambiente e Sociedade da UNICAMP“. In: COSTA, R. (org). Práticas socioambientais na Pós-Graduação Brasileira. São Paulo:  2010, p. 35-52

Gulbenkian, C.(1996). Para Abrir as Ciências Sociais. Ed. Cortez.São Paulo.

Bourdieu, P. (2003).  Os usos sociais da ciência. Por uma sociologia clínica do campo científico. Ed. Unesp. São Paulo.

Latour, B. (2005). Jamais Fomos Modernos. Ensaios de Antropologia Simétrica. Ed. 34. Rio de Janeiro.

Floriani, D (2004).  Conhecimento, Meio Ambiente & Globalização. Juruá Ed. Curitiba. 2004.

Ferreira, Leila C. A centralidade da interdisciplinaridade nos estudos sobre ambiente e sociedade. In: Política & Sociedade. Revista de Sociologia Política. Vol.4.n.7. outubro de 2005. Florianópolis. Ed. Cidade Futura.    

Yearley, S. (2005). Making Sense of Science. Understating the Social Study of Science. Sage Publications. London. Thousand Oaks. New Delhi.

6. A Questão Ambiental e as Ciências Sociais na América Latina



Ferreira, Leila. Idéias para uma sociologia da questão ambiental no Brasil. Editora Annablume. São. Paulo. 2006.

Ferreira, Leila (org). A Questão Ambiental na América Latina. Teoria Social e interdisciplinaridade.
Editora da Unicamp. Campinas. 2011.

Ferreira, Leila e Tavolaro, S. Environmental concerns in contemporary Brazil: an insight into some theoretical and societal backgrounds (1970-1990s). In: International Journal of Politics, Culture and Society. ISSN. 15733416. vol.19.n.3-4 www.springerlink.com/content. April. 2008. pg161-177. New York.

Guimarães, R. Desarrollo Sustentable en América Latina y el Caribe: Desafíos y Perspectiva a partir de Johannesburgo 2002. In: Alimonda, H. (2006) (org). Los Tormentos de La Materia. Aportes para una Ecologia política Latinoamericana. Clacso. Buenos Aires.  

Mayorga, E. A. Teoria crítica y crítica política en la cuestión ambiental: probleams y perspectivas.  In:
Los Tormentos de La Materia. Aportes para una Ecologia política Latinoamericana. Clacso. Buenos Aires.  

Cuadra, F. M. Conflito ambiental em Chile: la contaminación del aire em santiago.

Villalobos, R. La evolución de recursos naturales extinguibles: el caso de la merluza em el mar continental argentino. Idem.

Palacio, G. e Ulloa, A. (ed). (2002). Repensando la Naturaleza. Encuentros y desencuentros disciplinarios em torno a lo ambiental.  Panamericana Formas e Impresos S. A. Colombia.

Capítulo German Palacio: História Tropical : a considerar las nociones de espacio, tiempo y ciência

Capítulo Lise Sedrez : Historia ambiental de America Latina: Orígenes, principales interrogantes y lagunas

Outras Informações:

Estratégias de Trabalho e Avaliação


O sistema de aulas obedecerá a um duplo padrão:

a) aulas expositivas sobre os temas trazidos pela professora, nos quais estimulam-se perguntas e questionamentos por parte dos estudantes;

b) seminários de textos sugeridos pela professora a partir da bibliografia indicada

AS-002 Teoria Ecológica +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Sexta-feira 9h às 12h Nepam A Manhã 3
Docente(s):
Simone Aparecida Vieira
Cristiana Simão Seixas

Ementa:

História e epistemologia da ciência ecológica. Contraposições: padrões e processos; correlação e causalidade; reducionismo e complexidade; explicações fenomenológicas e mecanicistas. Paradigmas e conceitos fundadores: hierarquia, organização e escala; do organismo individual à paisagem;o paradigma populacional e o paradigma ecossistêmico; adaptação e variabilidade; economia da natureza - alocação e otimização; equilíbrio e estabilidade. Temas: regulação de populações; interações horizontais e verticais; organização estrutural e funcional de comunidades ecológicas; medidas de biodiversidade; diversidade e funções ecossistêmicas; manejo adaptativo, resiliência ecológica, conservação e sustentabilidade.

Bibliografia:

Begon, M., C.R. Townsend, J.L. Harper. 2006. Ecology. From individuals to ecosystems. 4th ed. Blackwell publishing, Malden, USA

Golley, F. B. 1993. A history of the ecosystem concept in ecology: more than the sum of the parts. Yale University Press, New Haven.

Gunderson e Holling 2002. Panarchy. Understanding transformations in human and natural systems. Island Press, Washington.

Pickett, S. T. A., J. Kolasa, and C. G. Jones. 1994. Ecological understanding: the nature of theory and the theory of nature. Academic Press, San Diego.

Roughgarden, J., R. M. May, and S. A. Levin. 1989. Perspectives in ecological theory. Princeton University Press, Princeton, NJ.

Shrader-Frechette, K. S., and E. D. McCoy. 1993. Method in ecology: strategies for conservation. Cambridge University Press, Cambridge.

Worster, D. 1977. Nature's economy: a history of ecological ideas. Cambridge University Press, Cambridge.

Outras Informações:

Avaliação
- Participação nas discussões em classe: Peso 0,5
- Revisão crítica de artigo científico: Peso 3
- Defesa da revisão crítica de artigo científico: Peso 0,5
- Ensaio: (tema proposto pelo aluno - 10-15 pp): Peso 5
- Apresentação do ensaio: Peso 1

AS-005 Sociologia Ambiental (Mudanças Ambientais Globais e Subjetividade) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Terça-feira 9h30 às 12h30 Nepam A Manhã 3
Docente(s):
Sônia da Cal Seixas

Ementa:

Revisão teórica dos conceitos de modernidade, sociedade de risco e mudanças ambientais globais. Considerações interdisciplinares sobre os conceitos de subjetividade e vulnerabilidade. Aproximação teórica sobre a relação entre mudanças ambientais globais e subjetividade.

Bibliografia:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA:

1.Sociedades, modernidade e mudanças ambientais
globais: aproximação teórica

BECK, U. Risk Society. Towards a New Modernity. London: SAGE, 2009:19-50.
BECK, U. Ecological enlightenment. Essays on the politics of the risk society. New York: Humanities Press International, 1995: 133 – 146.
GIDDENS, A. A vida em uma sociedade pós-tradicional. In: BECK, U. Modernização reflexiva: política, tradição e estética na ordem social moderna. São Paulo: EDUNESP, 1997: 73 – 134.
GIDDENS, A. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2002: 9 – 38.
HANNIGAN, J. Sociologia Ambiental. A formação de uma perspectiva social. Lisboa: Instituto Piaget, s/d: 15 – 78.

2.Vulnerabilidade, risco e subjetividade

BECK, U. Risk Society. Towards a New Modernity. London: SAGE, 2009: 51-84
ADGER, W N 1999, ‘Social Vulnerability to Climate Change and Extremes in Coastal Vietnam’, World Development, vol. 27, no. 2, pp. 249-269. ADGER, W N 2006, ‘Vulnerability’, Global Environmental Change, vol. 16, no. 3, pp. 268-281.
ADGER, W.N.; KELLY, P.M. Social vulnerability and resilience. In: ADGER, W.N.; KELLY, P.M.H. (editors). Living with environmental change. Social vulnerability, adaptation and resilience in Vietnam. London, UK: Routhledge, p. 19-34, 2005.
ALWANG, J.; SIEGEL, P.B.; JORGENSEN, S.L. Vulnerability: a view from different disciplines. Social Protection Discussion Papers. Human Development Network. Washington, D.C: The World Bank, n. 0115, june, 2001. 42 p.
PATT, A; SURAJE DESSAI, S. Communicating uncertainty: lessons learned and suggestions for climate change assessment. C. R. Geoscience 337 (2005) 425–441
HANNIGAN, J. Sociologia Ambiental. A formação de uma perspectiva social. Lisboa: Instituto Piaget, s/d: 123-144.

3.A relação entre mudanças ambientais globais e subjetividade

BAUMAN, Z. Vidas desperdiçadas. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2005
KLEINMAN, A; DAS, V e LOCK, M (editores). Social Suffering. California: University of California Press, 1997: 1 – 24.
PATZ, J A; GIBBS, H K; FOLEY, J A; ROGERS, J V and SMITH, K R. Climate change and global health: Quantifying a Growing ethical crisis. ECOHEALTH 4, 397-405, 2007
SEIXAS, S R C; HÖEFFEL, J L M E BIANCHI, M. Qualidade de vida, ambiente e subjetividade na APA Cantareira. In: HÖEFFEL, J L M; FADINI, A A B E SEIXAS, S R C (organizadores). Sustentabilidade, Qualidade de vida e Identidade Local. Olhares soobre as APA’s CANTAREIRA, SP e FERNÃO DIAS, MG. São Carlos/São Paulo: RIMA/FAPESP [ISBN: 978-85-7656-198-9], 2010: 115 – 134.
SIMMEL, G. A metrópole e à vida mental. In: Velho, Otávio Guilherme. O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1987: 11 – 25.
JESSICA G FRITZE, JG; GRANT A BLASHKI, GA; BURKE, S; WISEMAN, J. Hope, despair and transformation: Climate change and the promotion of mental health and wellbeing. International Journal of Mental Health Systems, 2:13, 2008.
WILKINSON, I. Psychology and risk. In: MYTHEN, G & WALKLATE, S (editors). Beyond the Risk Society. Critical Reflections on Risk and Human Security. England: Open University Press, 2006: 25 – 42

Bibliografia Complementar

BARBOSA, S R C S. Transformações socio-culturais contemporâneas e algumas implicações nos diagnósticos na área de saúde mental. Mudanças – Psicologia da Saúde, 16 (1), Jan-Jun 2008, 1-9p.

BARBOSA, S R da C S. Identidade social e dores da alma entre pescadores artesanais de Itaipu, RJ. Ambiente & Sociedade, vol. VII, n. 2, 2004.

BARBOSA, S R da C S. Qualidade de vida e ambiente: uma temática em construção. In: Barbosa, S R da C S. (org). A Temática Ambiental e a Pluralidade do Ciclo de Seminários do Nepam. Campinas: Unicamp: 401 – 425.

BAUDRILLARD, J. À sombra das maiorias silenciosas. O fim do social e o surgimento das massas. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.

BAUDRILLARD, J. A transparência do mal. Ensaios sobre os fenômenos externos. Campinas: Papirus, 1990.
BAUMAN, Z. Identidade. Entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Zahar, 2005: 15 – 105.

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2001: 23 - 63.

BOURDIEU, P (coordenador). A miséria do mundo. 5ª ed. Petrópolis, RJ: VOZES, 1997: 167 – 175.

BUTTEL, F. Sociologia ambiental, qualidade ambiental e qualidade de vida: algumas observações teóricas. In: HERCULANO, S; PORTO, M F de S e FREITAS, C M de (orgs.). Qualidade de vida & riscos ambientais. Niterói: EDUFF, 2000: 29 – 48.

CASTELLS, M. O poder da identidade. Volume II. São Paulo: Paz e Terra, 1999: 21 – 92.

DEJOURS, C. A banalização da injustiça social. 3ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2000: 13 – 61.

FLORIANI, D. Conhecimento, meio ambiente & globalização. Curitiba: Juruá, 2004: 9 – 50.

FREUD, S [1927]. O futuro de uma ilusão. OB, vol XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1996: 11 – 63

FREUD, S (1930[1929]). O mal-estar da civilização. OB, vol XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1996: 65 - 148.

GIDDDENS, A. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.

GIDDENS, A. A transformação da intimidade. Sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Ed. Unesp, 1993.

GIDDENS, A. Mundo em descontrole. O que a globalização está fazendo de nós. Rio de Janeiro: Record, 2000.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 4ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000: 7 - 22.

HANNIGAN, J. Fantasy City: Pleasure and Profit in the Postmodern Metropolis. London: Routledge, 1998

HESPANHA, P. Mal-estar e risco social num mundo globalizado: novos paradigmas e novos desafios para a teoria social. In: SANTOS, B de S (org). A Globalização e as Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 2002: 161 – 196.

KRISTEVA, J. As novas doenças da alma. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.

KLEINMAN, A (editor). Culture and depression. Studies in the Antropology and Cross-cultural Psychiatry of Affect and Disorder. California: University of California Press, 1985.

MARCUSE, H. Cultura e psicanálise. 3ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001: 07 – 68.

MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial. O homem unidimensional. 4ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1973: 13 – 121.

MARCUSE, H. Eros e civilização. Uma interpretação filosófica do pensamento de Freud. 4ªed. Rio de janeiro: Zahar Editores, 1969: 13 – 82.

MARCUSE, H. La Ecologia y la crítica de la sociedad moderna. Revista Ecologia Política, nº. 5, Icaria Ed. Barcelona, abril 1973.

MATOS, O. Discretas esperanças. Reflexões filosóficas sobre o mundo contemporâneo. São Paulo: Nova Alexandria, 2006: 85 – 100.

MINAYO, M C de S; HARTZ, Z M de A e BUSS. P. M. Qualidade de visa e saúde: um debate necessário. Ciência & Saúde Coletiva, 5(1):7-18, 2000

OGDEN, T. Os sujeitos da psicanálise. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1996: 1 – 10.

PACIONE, M. Urban environmental quality and human wellbeing—a social geographical perspective. Landscape and Urban Planning 65 (2003) 19–30.

PELLANDA, N M C E PELLANDA, L E C. “Enquanto dialogamos o cosmos altera a idéia de si próprio”. In:
PELLANDA, N M C E PELLANDA, L E C (orgs). Psicanálise hoje. Uma revolução do olhar. Petrópolis: VOZES, 1996: 13 – 19

RAMMSTEDT, O & DAHME, H. J. A modernidade atemporal dos clássicos da sociologia: reflexões sobre a construção de teorias em Émile Durkheim, Ferdinand Tönnies, Max Weber e, especialmente, Georg Simmel. In: Souza, Jessé & Öelze, Berthold (orgs). Simmel e a modernidade. 2ª ed. Revista. Brasília: UNB, 2005: 187 – 218.

RASSIAL, J-J. O Sujeito em estado limite. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2000.

SEIDL, E M F e ZANNON, C M L da C. Qualidade de vida e saúde: aspectos conceituais e metodológicos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(2):580-588, mar- abril, 2004

SENNETT, R. A corrosão do caráter: conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999: 9 – 33.

SHIVA, V. Monoculturas da mente. Perspectivas da biodiversidade e da biotecnologia. São Paulo: Gaia: 21 – 83.

SIMMEL, G. Filosofia do dinheiro (Sociologia filosófica – vertente metafísica). In: Vandenberghe, F. As Sociologias de Georg Simmel. São Paulo/Pará: EDUC/EDUPFA, 2005: 129 – 161.

SUNG, Mo Jung. Sujeito e sociedades complexas. Para repensar horizontes utópicos. Rio de Janeiro: Vozes, 2002: 9 – 20 e 48 – 92.

TOURAINE, A. Crítica da modernidade. 7ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002: 09-142; 142; 213-245.

WINNICOTT, D W. Natureza humana. Rio de Janeiro: Imago, 1990: 173 – 180.

ZEMELMAN, H. Sujeito e sentido: considerações sobre a vinculação do sujeito ao conhecimento que constrói. In: SANTOS, B de S (org). Conhecimento Prudente para uma vida decente. São Paulo: Cortez, 2004: 457 – 468.


AS-027 Arqueologia Pública (Discussões sobre patrimônio natural e histórico) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Quinta-feira 14h - 17h Nepam A Tarde 3
Docente(s):
Aline Vieira de Carvalho
Celia Regina Tomiko Futemma

Ementa:

O objetivo desta disciplina é refletir e debater as relações entre Arqueologia, comunidades e os processos de construção do
patrimônio (cultural e natural). Para isso, estudaremos conceitos chaves para a análise dos múltiplos processos de construção de identidades e memórias individuais e coletivas, bem como das estratégias para o desenvolvimento de trabalhos em conjunto com comunidades. Em todos os tópicos, serão destacados os aspectos políticos inerentes aos conceitos e ás ciências, bem como as relações de poder existentes nas
práticas arqueológicas.

O curso está dividido em cinco unidades temáticas:

UNIDADES TEMÁTICAS
1) Memórias e identidades: quem somos? Para onde vamos?
2) Patrimônios: história e natureza?
3) Arqueologia, colonialismo e gênero: discussões sobre o sujeito.
4) Arqueologia Pública e Arqueologia Comunitária
5) Educação Patrimonial, Museus e Arqueologia Pública

Bibliografia:

FREIRA, P. Educação com prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

FUNARI, P.P.A. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2006.

FUNARI, P. P. A.; DOMINGUEZ, L.; CARVALHO, A. V. e RODRIGUES, G. B. (Orgs). Desafios da Arqueologia: depoimentos. Erechim:

Habillis, 2009.

FUNARI, P.P.A., Hall, M. e Jones, S. (eds), Historical Archaeology: Back from the edge. Londres, Routledge, 1999.

HODDER, Ian, Theory and practice in archaeology, London; New York: Routledge, 1995.

HOLTORF, Cornelius. Archaeology is a brand. Oxford: Archaeopresse, 2007

NASTRI, J. ; FERREIRA, L. M. (orgs) Por una Historia Comparada de la Arqueología Sudamericana. In: Javier Nastri; Lúcio Menezes Ferreira.

Buenos Aires: Fundación de Historia Natural Félix de Azara, 2010.JENKINS, Keith, A História repensada, São Paulo, Contexto, 2001.

JOHNSON, M. An Archaeology of Capitalism. Oxford, Blackwell, 1996.

JONES, S. The Archaeology of Ethnicity. Londres, Routledge, 1997.

MERRIMAN, N (Org). Public Archaeology. Londres. Routledge, 2004.

OLIVEIRA, Solange Nunes, Cultura Material e Etnicidade: Uma análise dos diferentes discursos, Tese de Mestrado, Unicamp, IFCH, 2001.

ORSER, C.E. (ed), Historical Archaeology for the world. Londres (World Archaeological Bulletin 7, 1996).

PREUCEL,R.W. e Hodder,  I., Contemporary Archaeology in Theory: A Reader. Blackwell, London. 1996.

SHANKS, Michael e Tilley, Christopher, Reconstructing archaeology: theory and practice, Routledge , Londres, 1992.

UCKO, Peter J, “Archaeological interpretation in a world context”, in: Theory in Archaeology – a world perspective, Routledge, London, 1995

ZARANKIN, Andrés e Félix A. Acuto, Sed Non Satiata, Ediciones Del Tridente, Buenos Aires, 1999.

Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, Suplemento 3, 1999.

Outras Informações:

Avaliações
Seminários sobre os temas propostos nas unidades; presença nas aulas e paper de final de curso.

Horário de atendimento aos alunos
O horário de atendimento aos alunos será combinado com os alunos no primeiro dia de aula.

AS-028 Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Terça-feira 9h às 12h IE A Manhã 3
Docente(s):
Ademar Ribeiro Romeiro

Ementa:

Economia Ambiental (neoclássica) e Economia Ecológica: pré-visão analítica. A noção de escala e os rendimentos macroambientais decrescentes: crescimento não-econômico. O conceito de “throughput”. Determinismo e relativismo: o papel da moral e da ética. Estratégias para a integração de economia e ecologia.

Bibliografia:

Referências Bibliográficas Básicas
Daly,H.E. and Farley,J. Ecological Economics (2004). Principle and Applications. Washington: Inland Press.
Daly,H.E. (1996). Beyond Growth. Washington: Beacon Press.
Faucheux,S. e Noel,J-F.(1997). Economia dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente. Lisboa: Instituto Piaget.
Martinez-Allier,J.(2000). El Ecologismo de los Pobres. Barcelona:
May,P e al.(2003)(Org.). Economia do Meio Ambiente. Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Editora Campus.
Romeiro,A.R.(2004)(Org). Avaliação e Contabilização de Impactos Ambientais. Campinas: Editora da Unicamp e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Sachs,I.(1986). Ecodesenvolvimento. Crescer sem Destruir. São Paulo: Editora Vértice.

Outras Informações:

1. FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Economia Ambiental (neoclássica) e Economia Ecológica: pré-visão analítica. A noção de escala e os rendimentos macroambientais decrescentes: crescimento não-econômico. O conceito de “throughput”. Determinismo e relativismo: o papel da moral e da ética. Estratégias para a integração de economia e ecologia.

2. FALHA DE MERCADO E MEIO AMBIENTE
A teoria de produção neoclássica. A importância de levar em conta a natureza distinta dos diferentes fatores de produção. Bens não-rivais e excludentes. Bens públicos: o conceito de externalidade. O teorema de Coase. Falha de mercado e recursos abióticos: a regra de Hotelling, preços e escassez. Taxa de desconto inter-temporal. Falha de mercado e recursos bióticos: a lógica econômica da extinção de espécies, maximização de lucros anuais versus maximização do valor presente.

3. COMPLEXIDADE ECOSSISTÊMICA E SUSTENTABILIDADE

Lei da Entropia e o processo econômico. As características básicas dos bens e serviços ambientais: recursos estoque-fluxo e recursos fundo-serviço. Recursos abióticos: disponibilidade ilimitada versus uso limitado. O papel dos combustíveis fósseis. Recursos bióticos: estrutura e função ecossistêmica, renovabilidade e capacidade de absorção de impactos. Risco, incerteza e ignorância.

4. MACROECONOMIA AMBIENTAL
Escala ótima macroeconômica. Produto nacional e bem estar. Gastos defensivos. Bem estar econômico e bem estar não-econômico. Indicadores de sustentabilidade. Valor de troca e valor de uso. Riqueza virtual e senhoragem. O dinheiro como bem público. O dinheiro e as leis da termodinâmica. Distribuição de renda e de riqueza. Distribuição inter-temporal da renda. Impactos de políticas sobre escala, distribuição e alocação. Macro alocação. Equilíbrio econômico e biofísico.

5. COMÉRCIO INTERNACIONAL E MEIO AMBIENTE

Teoria das vantagens comparativas. Vantagem comparativa e mobilidade do capital. Vantagem absoluta. Globalização versus internacionalização. Especialização e bem estar. Comércio e escala. Distribuição e globalização. Comércio internacional e políticas macroeconômicas. Políticas fiscais e monetárias sob diferentes regimes cambiais.

6. VALORAÇÃO AMBIENTAL
Valoração com base na disposição individual a pagar: conceito e métodos. Alternativas metodológicas: conceitos e práticas. Complexidade ecossistêmica e valoração. Ciência pós normal e princípio da precaução. O papel da modelagem econômico-ecológica. Análise multi-critério.

7. POLÍTICA AMBIENTAL
Princípios básicos de política ambiental. Política ambiental e direitos de propriedade. Instrumentos de comando e controle e instrumentos econômicos. Reforma tributária ecológica. Políticas distributivas. Distribuição de retorno de fatores de produção. Renda mínima e renda máxima. Valoração e precificação de bens e serviços públicos. Valores de mercado e valores de não-mercado. Informações assimétricas. Alocação macroeconômica eficiente.

AS-029 Geociências e Ambiente (Geoprocessamento) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Quarta-feira 9h às 12h EMBRAPA A Manhã 3
Docente(s):
Jurandir Zullo Junior

Ementa:

Estudo dos conceitos envolvidos na formação dos dados e imagens de sensoriamento remoto e suas aplicações possíveis na área ambiental.

Bibliografia:

Sensoriamento Remoto – Princípios e Aplicações - Evelyn M.L.de Moraes Novo - Editora Edgard Blücher Ltda;
Remote Sensing – Optics and Optical Systems - Philip N.Slater - Addison-Wesley Publishing Company;
Meteorológica Básica e Aplicações - Rubens Leite Vianello e Adil Rainier Alves – Univ. Federal de Viçosa;
Sensoriamento Remoto – Refletância dos Alvos Naturais – Paulo Roberto Meneses e José da Silva Madeira Netto – UNB e Embrapa Cerrados;
Calibração Absoluta de Sensores Orbitais – Conceituação, Principais Procedimentos e Aplicações – Flávio Jorge Ponzoni, Jurandir Zullo Junior e Rubens Lamparelli – Parêntese Editora;
Sensoriamento Remoto no Estudo da Vegetação – Flávio Jorge Ponzoni e Yosio Edemir Shimabukuro – Parêntese Editora;
Fundamentos do Sensoriamento Remoto – Princípios e Aplicações - Maurício Alves Moreira – Editora da UFV;
Livros com número de chamada 621.3678 no IG e na BAE.

Outras Informações:

Programa:
Definição de Sensoriamento Remoto; Radiação Eletromagnética; Corpos Negros; Radiometria; Relações Astronômicas Sol-Terra; Tempo; Atmosfera; Comportamento Espectral de Alvos; Movimento Orbital; Sistemas Sensores; Visita às instalações do INPE; Aplicações na área ambiental.

AS-034 Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade I (Tópicos Avançados em Economia do Meio Ambiente) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Segunda-feira 9h às 12h IE A Manhã 3
Docente(s):
Ademar Ribeiro Romeiro

Ementa:

O curso tratará da conservação e uso sustentável da biodiversidade pela ótica da Teoria dos Recursos de Uso Comum (Common Property Theory). Para tanto abordaremos: (i) Conceitos de Recursos de uso comum (ex: peixes, animais selvagens, floresta e água) e de Sistema sócio-ecológico; (ii) Regimes de apropriação e Instituições de manejo; (iii) Gestão comunitária e gestão compartilhada dentro e fora de Unidades de Conservação; (iv) Conhecimento Ecológico Tradicional/local; (v) Manejo adaptativo e Co-manejo adaptativo; (vi) Escalas e Conexões institucionais trans-escalares; (vii) Resiliência de sistemas sócio-ecológicos e Panarquia; (viii) Conservação da biodiversidade e Desenvolvimento local integrados.

Bibliografia:

1. Introdução: O papel da contabilidade ambiental e dos indicadores de sustentabilidade

Esta introdução tem por objetivo dar uma visão geral do curso, ressaltando o papel da contabilidade ambiental e dos indicadores de sustentabilidade no processo de conscientização ecológica e de tomada de decisão.

Bibliografia

- Daly,H.(1996). “Introduction”, in Beyond Growth.
- Romeiro,A.R.(1999). “Desenvolvimento Siustentável e Mudança Institucional: notas preliminares”, in
ECONOMICA , vol. 1, no 1, Junho.

- Romeiro,A R.(2001). “Economia ou Economia Política do Meio Ambinete?”, in Textos p/ Discussão n. , IE/Unicamp.

- De Carlo,S. (2000). Sistema Integrado de Contas Econômico-Ambientais – SICEA. Síntese e Reflexões. Textos p/ Discussão, n. 1. FIBGE, Rio de Janeiro.

2. Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais

O objetivo deste tópico é mostrar o potencial dos métodos e instrumentos de monitoramento e avaliação de impactos ambientais, bem como a utilização das informações obtidas em sistemas de informações georeferenciadas.

Bibliografia

- Batistella, M., E. S. Brondizio, and E. F. Moran (2000). Comparative analysis of landscape fragmentation in Rondônia, Brazilian Amazon. In: IAPRS, Vol. XXXIII, Proceedings. Amsterdam, ISPRS, CD-ROM.

- Coutinho, A.C. Segmentação e classificação de imagens LANSAT-TM para mapeamento dos usos da terra na região de Campinas-SP. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1997. 145p. (Tese de Mestrado).

- MIRANDA, E.E. de; MIRANDA, J.R.; SANTOS, P.F. Considerations on the ecological effects of Xingu dams. In: Hydroeletric dams on Brazil’s Xingu river and indigenous peoples. Cambridge: Cultural Survival, 1990. p.77-96.

- Spadotto,C.A. e Gomes,M.A.(2004). “Impactos Ambientais de Agrotóxicos: monitoramento e avaliação”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

- Dos Anjos,L.H. e Van Raij,B.(2004). “Indicadores de Processos de Degradação de Solos”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

- Lima,M.A . e Cabral,O.M.R.(2004). “Gases de efeito estufa em sistemas de produção agropecuária”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

La Rovère,E.L. e Costa,R.C.(2004). “Contabilização do Balanço de Carbono: Indicadores de Emissões de Gases de Efeito Estufa”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

3. Avaliação Sócio-Econômica de Impactos Ambientais

Este tópico tem por objetivo apresentar e discutir as diversas metodologias de avaliação econômica do meio ambiente, mostrando seus pressupostos teóricos, bem como as limitações e vantagens relativas de cada uma dependendo de cada caso a ser avaliado.

Bibliografia:


- Bidone,E.D. et al.(2004). “Avaliação Sócio-econômica de Impactos Ambientais em Estruturas de Tipo Pressão-Condicionamento-Impacto-Resposta”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

May, P.H.(2004). “Valoração Econômica e Cobrança de Serviços Ambientais de Florestas”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de  Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

- Ortega,E.(2004). “Mensuração da Riqueza do Brasil em Termos de Emergia”, in Monitoramento e Avaliação de Impactos Ambientais & Indicadores de Sustentabilidade e Contabilidade Ambiental. Campinas, Editora da Unicamp.

- Coelho, O., Ortega, E., Comar, V. 1997. Balanço de emergia do Brasil (dados de 1996, 1989 e 1981). Em Ortega, E. (organizador)
Engenharia Ecológica e Agricultura Sustentável. No prelo.

- Odum, H.T.(1986). “Energy Analysis Overview of Brazil”, em “Energy Systems Overview of the Amazon Basin “, Center for Wetlands Publication, University of Florida.


4. Indicadores de Sustentabilidade


O objetivo nesta parte é discutir o papel dos indicadores de sustentabilidade e as dificuldades de sua elaboração segundo diversas metodologias.
Bibliografia

- Hogan,D.(2004). Indicadores demográficos de sustentabilidade. Campinas, Editora da Unicamp.

- Bolliger,F. e Scandar Neto,W.(2004). Estatísticas ambientais e indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil. Campinas, Editora da Unicamp.

Martinez,R.Q.(2004). Indicadrores de sustentabilidade: avanços e desafios para a America Latina. Campinas, Editora da Unicamp


AS-035 Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade II (Indicadores de Sustentabilidade) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Segunda-feira 14h às 18h NEPAM/IB A Tarde 3
Docente(s):
Carlos Alfredo Joly

Ementa:

Conservação da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos pós-RIO+20, no cenário brasileiro e internacional

Outras Informações:

Tem pré-requisito AA-200, ou seja, necessita de autorização do docente responsável pela disciplina? SIM

AS-036 Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade III (Metodologia de Pesquisa) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Sexta-feira - Nepam A Integral 3
Docente(s):
Lucia da Costa Ferreira

Ementa:

Organizar-se-á em torno da discussão de textos e temas considerados clássicos nas diferentes áreas de Ciências Sociais ou aqueles contemporâneos, mas suficientemente abrangentes de modo a permitir um aprofundamento metodológicas, com ênfase sobre as que enfocam o problema da pesquisa quali-quanti em Ciências Sociais.

AS-037 Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade IV (Dinâmica de Ecossistemas Tropicais) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Segunda-feira - IB A Integral 3
Docente(s):
Simone Aparecida Vieira

Ementa:

1. Desenvolver uma linguagem comum e fornecer conceitos e noções básicas sobre ecologia de ecossistemas tropicais e os principais ciclos biogeoquímicos e as interações entre eles, incluindo sua origem, conceitos fundamentais e os impactos que o Homem vem causando nesses ciclos.

2. Treinar procedimentos de apresentação de trabalhos e avaliação de artigos científicos da área de ecologia de ecossistemas.

Conteúdo programático:
i.    formação geológica do planeta escalas de abordagem para o estudo dos ecossistemas;
ii.    estrutura dos ecossistemas (características abióticas do sistema, componentes biológicos, interação entre os componentes bióticos e abióticos, plasticidade e variabilidade da estrutura dos ecossistemas);
iii.    funcionamento dos ecossistemas (fluxo de energia e matéria nos ecossistemas e os processos internos associados à manutenção dos ecossistemas; fatores limitantes do meio; eficiência do uso de nutrientes; diversidade funcional);
iv.    processos associados à paisagem; resiliência dos ecossistemas.

Metodologia de ensino
Para cada aula será indicado no início da disciplina textos de leitura obrigatória e complementar, que serão discutidos durante a aula. Cada aula terá início com uma questão sobre o tema tratado na aula anterior, seguida por uma exposição teórica do assunto a ser tratado, seguido de discussão dos textos propostos.

Avaliação
•    Freqüência e participação nas atividades desenvolvidas em sala de aula;
•    Questões sugeridas a cada aula;
•    Apresentação e entrega de resenha de uma pagina de um artigo com um conceito chave.

Bibliografia:


CHAPIN, F.S., III, P.A. MATSON, and H.A. MOONEY. 2002. Principles of Terrestrial Ecosystem Ecology. Springer-Verlag, New York.


BEGON, M., TOWNSEND, C.R., HARPER, J.L. 2005. Ecology: From Individuals to Ecosystems.
Blackwell science.


RICKLEFS, R.E. A economia da natureza. 5ª Ed. Guanabara-Koogan, Rio de Janeiro. 2003.
Sala, ºE.; Jackson, R.B. Mooney.


SCHLESINGER, W.H. 1997. Biogeochemistry: and analysis of global change.
2nd Edition, Academic press.

AS-038 Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade V (Selected Modeling Applications in Earth Science) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Segunda-feira - Nepam A Integral 3
Docente(s):
Jurandir Zullo Junior
Michael J. Friedel

Ementa:

“Selected Modeling Applications in Earth Science”
Empirical modeling; Numerical modeling; Soft computing; Hybrid modeling.

Programa:
1) Empirical modeling
1.A. Introduction;
1.B. Data sampling, transformations, and exploration;
1.C. Statistics, probability, random variables;
1.D. Estimates, estimators, and expected values;
1.E. Residual analysis and unbiased models;
1.F. Monte Carlo technique;
1.G. Quantile regression and conditional uncertainty;
1.H. Multivariate estimation methods;

2) Numerical modeling
2.A. Introduction to numerical modeling;
2.B. Model fitting/calibration;
2.C. Model independent nonlinear gradient solver;
2.D. Nonlinear confidence intervals;
2.E. Regularization;
2.F. Hard prior information – geostatistics;
2.G. Soft prior information as regionalization estimator (ungaged surface water basins); balance between constraints, complexity, and bias model calibration;
2.H. Hypothesis testing for borehole leakage using inverse methods - variably saturated media flow and and L-M estimation algorithm (PEST)transport model (FEHM);
2.I. Pilot-point calibration strategy;
2.J. Prediction uncertainty;
2.K. Joint inverse solutions (explicit/implicit);
2.L. Ground-water recharge (explicit coupling);
2.M. Imaging deep earth structures (implicit coupling);
2.N. Recent developments in predictive uncertainty analysis;

3) Soft computing
3.A. Evolutionary algorithms and knowledge discovery;
3.B. Machine learning, visualization, and prediction;
3.C. Reconstructing global climate-change variables;
3.D. Surface-water quality and aquatic ecosystems;
4) Hybrid modeling
4.A. Hybrid modeling;
4.B. Detecting unexploded ordnance, global;
4.C. Economics of mining undiscovered copper deposits, Canada;
4.D. Spatial continuity and general inverse problem;
4.E. Hydrostratigraphy of glacial aquifer, NE USA;
4.F. Forecasting climate change, southwest USA;
4.G. Nonlinear model fitting by symbolic regresssion


Bibliografia:

Doherty, 2004, PEST - Model independent parameter estimation user manual: 5th edition, Watermark Numerical Computing.
Friedel, 1993, Scale dependence in hydrologic design in situ copper leaching, Mining Engineering Journal, v 254, p. 1918-1926.
Hunt, R.J., Doherty, J., and Tokin, M., 2007, Are models too simple? Arguments for increased parameterization, Ground Water, p. 1-9.
Doherty, 2003, Ground water model calibration using pilot points and regularization, Ground Water, 41 (2), p. 170-177.
Friedel, M. J., 2006, Predictive streamflow uncertainty in relation to calibration-constraint information, model complexity, and model bias, Intl J of River Basin Management, Vol. 4, No. 1, pp. 1-15.
Dash, Z, 2003, Software users manual for the FEHM application version, 2.21, 189 p.
Friedel, M. J., 2006, Urbanization effects on ecological integrity in the Upper Illinois River Basin, USA. In: Baba, A., Howard, K.W.F., and Gunduz, O. (eds), 2006, Groundwater and Ecosystems, NATO Science Series, IV. Earth and Environmental Sciences – vol. 70, Springer, The Netherlands, 71-92
Friedel, M. J., 2005, Coupled inverse modeling of vadose zone water, heat, and solute transport: calibration constraints, parameter nonuniqueness, and predictive uncertainty, Journal of Hydrology, Vol. 312/1-4, pp. 148-175.
Friedel, M.J., 2006. Reliability in estimating urban groundwater recharge through the vadose zone: managing sustainable development in arid and semiarid regions. In: Tellam, J.H., Rivett, M.O., and Israfilov, R.G. (eds), Urban groundwater management and sustainability. NATO Science Series, IV. Earth and Environmental Sciences, Springer, Dordrecht, The Netherlands, vol. 74, 169-182.
Tonkin, M., and Doherty, J., 2008, Calibration-constrained Monte Carlo of highly-parameterized models using subspace techniques, unpublished, p. 1-30
Dausman, A., Doherty, J., Langevin, C., and. Sukop, M., 2008, Quantifying data contributions toward reducing predictive uncertainty in a variable-density flow and solute/heat transport model, in MODFLOW conference, April, 2008
Berenbrock, C., 2006, A genetic algorithm to reduce stream channel cross section data, Journal of the American Water Resources Assocation, p.387-394
Babovic, V. 2002, GPkernel Manual, Danish Hydrologic Institute, 65 p

AS-038 Tópicos Avançados em Ambiente e Sociedade V (Selected Modeling Applications in Earth Science) +

Dia: Horário: Local: Turma: Período: Créditos:
Segunda-feira Maio e Junho Auditório do Nepam B Integral 3
Docente(s):
Michael J. Friedel

Ementa:

“Selected Modeling Applications in Earth Science”
Empirical modeling; Numerical modeling; Soft computing; Hybrid modeling.

Programa:
1) Empirical modeling
1.A. Introduction;
1.B. Data sampling, transformations, and exploration;
1.C. Statistics, probability, random variables;
1.D. Estimates, estimators, and expected values;
1.E. Residual analysis and unbiased models;
1.F. Monte Carlo technique;
1.G. Quantile regression and conditional uncertainty;
1.H. Multivariate estimation methods;

2) Numerical modeling
2.A. Introduction to numerical modeling;
2.B. Model fitting/calibration;
2.C. Model independent nonlinear gradient solver;
2.D. Nonlinear confidence intervals;
2.E. Regularization;
2.F. Hard prior information – geostatistics;
2.G. Soft prior information as regionalization estimator (ungaged surface water basins); balance between constraints, complexity, and bias model calibration;
2.H. Hypothesis testing for borehole leakage using inverse methods - variably saturated media flow and and L-M estimation algorithm (PEST)transport model (FEHM);
2.I. Pilot-point calibration strategy;
2.J. Prediction uncertainty;
2.K. Joint inverse solutions (explicit/implicit);
2.L. Ground-water recharge (explicit coupling);
2.M. Imaging deep earth structures (implicit coupling);
2.N. Recent developments in predictive uncertainty analysis;

3) Soft computing
3.A. Evolutionary algorithms and knowledge discovery;
3.B. Machine learning, visualization, and prediction;
3.C. Reconstructing global climate-change variables;
3.D. Surface-water quality and aquatic ecosystems;
4) Hybrid modeling
4.A. Hybrid modeling;
4.B. Detecting unexploded ordnance, global;
4.C. Economics of mining undiscovered copper deposits, Canada;
4.D. Spatial continuity and general inverse problem;
4.E. Hydrostratigraphy of glacial aquifer, NE USA;
4.F. Forecasting climate change, southwest USA;
4.G. Nonlinear model fitting by symbolic regresssion


Bibliografia:

Doherty, 2004, PEST - Model independent parameter estimation user manual: 5th edition, Watermark Numerical Computing.
Friedel, 1993, Scale dependence in hydrologic design in situ copper leaching, Mining Engineering Journal, v 254, p. 1918-1926.
Hunt, R.J., Doherty, J., and Tokin, M., 2007, Are models too simple? Arguments for increased parameterization, Ground Water, p. 1-9.
Doherty, 2003, Ground water model calibration using pilot points and regularization, Ground Water, 41 (2), p. 170-177.
Friedel, M. J., 2006, Predictive streamflow uncertainty in relation to calibration-constraint information, model complexity, and model bias, Intl J of River Basin Management, Vol. 4, No. 1, pp. 1-15.
Dash, Z, 2003, Software users manual for the FEHM application version, 2.21, 189 p.
Friedel, M. J., 2006, Urbanization effects on ecological integrity in the Upper Illinois River Basin, USA. In: Baba, A., Howard, K.W.F., and Gunduz, O. (eds), 2006, Groundwater and Ecosystems, NATO Science Series, IV. Earth and Environmental Sciences – vol. 70, Springer, The Netherlands, 71-92
Friedel, M. J., 2005, Coupled inverse modeling of vadose zone water, heat, and solute transport: calibration constraints, parameter nonuniqueness, and predictive uncertainty, Journal of Hydrology, Vol. 312/1-4, pp. 148-175.
Friedel, M.J., 2006. Reliability in estimating urban groundwater recharge through the vadose zone: managing sustainable development in arid and semiarid regions. In: Tellam, J.H., Rivett, M.O., and Israfilov, R.G. (eds), Urban groundwater management and sustainability. NATO Science Series, IV. Earth and Environmental Sciences, Springer, Dordrecht, The Netherlands, vol. 74, 169-182.
Tonkin, M., and Doherty, J., 2008, Calibration-constrained Monte Carlo of highly-parameterized models using subspace techniques, unpublished, p. 1-30
Dausman, A., Doherty, J., Langevin, C., and. Sukop, M., 2008, Quantifying data contributions toward reducing predictive uncertainty in a variable-density flow and solute/heat transport model, in MODFLOW conference, April, 2008
Berenbrock, C., 2006, A genetic algorithm to reduce stream channel cross section data, Journal of the American Water Resources Assocation, p.387-394
Babovic, V. 2002, GPkernel Manual, Danish Hydrologic Institute, 65 p

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